Extinção massiva na Grande Barreira de Corais da Austrália

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Gráfico ilustrativo da porcentagem da perda de corais na Grande Barreira Australiana

Os cientistas confirmaram um evento de mortalidade em larga escala de corais ocorrendo nos mares quentes ao redor da Grande Barreira de Corais da Austrália. A área mais afetada, uma faixa de 700 km de recifes na região norte da Grande Barreira perdeu cerca de 67% de seus corais de águas rasas nos últimos 8-9 meses. De acordo com os pesquisadores, este certamente é o pior evento de mortalidade já registrado, principalmente pelo tamanho da Barreira de cerca de 348.000 quilômetros quadrados, o maior recife de corais do mundo.

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Os Comedores de Terra através de um olhar adaptativo

A Geofagia é definida como vontade ou hábito de comer terra. Medicinalmente, a prática é reconhecida como uma doença caracterizada pelo consumo compulsivo e obsessivo de substâncias terrestres como cascas de parede, pedras, etc.; sendo inclusive considerada um transtorno de alimentação pelo guia padrão de referência para psiquiatras. Porém, o fato desta prática ser muito comum em animais e sociedades humanas indica a possibilidade de não se tratar de uma anormalidade e sim estratégia adaptativa muito vantajosa . Continuar lendo

Dinossauro emplumado – Cauda com penas é encontrada em âmbar

Os fósseis de âmbar são muito valiosos, pois preservam criaturas extintas a milhões de anos em um grau de conservação muito semelhante à como eram quando vivas. Agora, mais uma descoberta incrível foi feita neste tipo de material – uma cauda de um dinossauro coberta com penas! Este achado trás um material muito rico, com penas bem detalhadas e associadas com a estrutura óssea bem definida. Continuar lendo

Teyujagua – Um lagarto de 250 milhões de anos no Rio Grande de Sul

No início de 2015, uma equipe do Laboratório de Paleobiologia da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA) descobriu um fóssil de um réptil que viveu a aproximadamente 250 milhões de anos, no final do período Triássico, no estado do Rio Grande do Sul. A espécie foi identificada a partir de um crânio quase completo e bem preservado que foi nomeado Teyujagua paradoxa, em homenagem ao monstro mitológico Teyú yagua (lagarto feroz) dos Guarani. A descoberta foi publicada em um artigo na revista Scientific Reports (Nature Publishing Group) que tenta esclarecer a evolução dos Archosauriformes, grupo que deu origem aos dinossauros, pterossauros, crocodilianos e aves.

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Plasticidade fenotípica – Como os peixes aprenderam a andar?

É consenso entre os cientistas de que a vida na Terra tenha surgido no mar. A partir daí a evolução por meio da seleção natural tem moldado os organismos através das eras, e a vida cresceu e se diversificou nos ambientes aquáticos até eventualmente conquistar os ambientes terrestres. Vários grupos colonizaram a Terra independentemente, sendo as plantas os organismos pioneiros e responsáveis por preparar terreno para os invertebrados como os artrópodes e posteriormente os tetrápodes.

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